Em abril, o cocar de papel. Em agosto, o saci. Em novembro, uma aula sobre consciência negra. E o resto do ano, a cultura brasileira some do currículo.
Não é falta de vontade. É que a formação de muitos professores tratou povos indígenas, folclore e diversidade cultural como datas comemorativas — e não como parte da história do país. Na hora de ir além, falta repertório e sobra medo de errar.
Ensinar o Brasil com profundidade exige conhecer as matrizes que formaram a nossa cultura e saber tratar a diversidade com respeito, sem estereótipo.
O que esta pós-graduação resolve
Esta especialização reúne história brasileira, educação, história e cultura indígenas, antropologia, cultura e diversidade, folclore, arte brasileira e a relação entre religião, Estado e educação — para você trabalhar a cultura do país o ano inteiro, com fundamento.
São 360 horas, 100% online, de 3 a 6 meses, no seu ritmo. Você estuda pelo Ambiente Virtual de Aprendizagem, sem dia nem horário marcado, e o TCC é opcional — quem não quer escrever monografia não precisa.
O que você vai aprender
- Educação, história, cultura e práticas indígenas — 80 horas, em duas disciplinas, para sair do estereótipo e ensinar a diversidade dos povos indígenas.
- História brasileira — os grandes processos que formaram o país, com olhar crítico.
- Estudo da antropologia — conceitos para entender cultura, identidade e alteridade.
- Cultura e diversidade — como tratar as diferenças culturais na escola com respeito e sem caricatura.
- Folclore e intervenções culturais no Brasil — as manifestações populares como conteúdo vivo, e não só como enfeite de data comemorativa.
- Arte brasileira e identidade nacional — o papel da arte na construção da ideia de Brasil.
- Religião, Estado e educação no Brasil — a trajetória e a legislação do Ensino Religioso e o lugar da religião na formação do país.
- Língua Brasileira de Sinais — 40 horas de Libras, a língua da comunidade surda brasileira.
Ao final do curso, você poderá
- Planejar aulas e projetos sobre história e cultura brasileira e indígena ao longo do ano, não só em datas comemorativas.
- Tratar a diversidade cultural em sala com conceitos da antropologia e sem estereótipos.
- Criar projetos interdisciplinares com História, Arte, Geografia e Língua Portuguesa.
- Apoiar a coordenação na inclusão da cultura brasileira e indígena no currículo da escola.
- Somar pontos em concursos, progressões e planos de carreira do magistério que pontuam pós-graduação lato sensu — confira sempre o edital da sua rede.
Para quem é este curso
Para professores de História, Arte, Geografia e dos anos iniciais, pedagogos, coordenadores pedagógicos e graduados que atuam com cultura, museus, turismo cultural e projetos sociais e querem conhecer o Brasil com mais profundidade.
Requisito de entrada: ter concluído o Ensino Superior. É a única exigência — a pós-graduação lato sensu é aberta a candidatos diplomados em cursos de graduação (Resolução CNE/CES nº 1/2018).