Você educa gente que a escola tradicional deixou para trás. O adulto que voltou a estudar depois do turno, a comunidade rural, o jovem que não se vê no currículo — e o material que chega para você foi pensado para outro público.
Na associação, no assentamento, na ONG ou na turma de EJA, sobra vontade e falta método. O projeto depende de edital, o voluntário some no terceiro mês, e a conversa sobre desigualdade, gênero ou território vira tensão em vez de aprendizado.
Boa intenção não basta para sustentar um trabalho educativo com quem está à margem. É preciso entender de onde vem a exclusão e saber organizar a ação para que ela dure.
O que esta pós-graduação resolve
Esta especialização junta o que costuma aparecer separado: a leitura crítica da desigualdade e da diversidade (cultura, pobreza, gênero, campo), a prática pedagógica com jovens, adultos e comunidades, e a gestão de projetos sociais e da mobilização de voluntários.
São 540 horas, 100% online, de 3 a 6 meses, no seu ritmo. Você estuda pelo Ambiente Virtual de Aprendizagem, sem dia nem horário marcado, e o TCC é opcional — quem não quer escrever monografia não precisa. São nove disciplinas de 60 horas cada, todas com peso igual na formação.
O que você vai aprender
- Cultura e diversidade no centro da prática — 60 horas para reconhecer as diferenças culturais do grupo com que você trabalha e usá-las como ponto de partida, não como obstáculo.
- Formação docente para a diversidade — 60 horas sobre como o educador se prepara para turmas heterogêneas sem apagar quem é diferente.
- Pobreza, exclusão e desigualdade explicadas — 60 horas de responsabilidade social para entender as causas do problema, não só os sintomas.
- Inclusão social e empoderamento — como o processo educativo fortalece a autonomia das pessoas e dos grupos atendidos.
- Projetos sociais que saem do papel — 60 horas de gestão de projetos sociais: diagnóstico, objetivos, cronograma, acompanhamento e prestação de contas.
- Voluntariado e mobilização no terceiro setor — como atrair, organizar e manter pessoas engajadas numa causa.
- Planejamento educacional na EJA — 60 horas para planejar aulas e percursos que respeitam a história e o tempo do aluno adulto.
- Movimento LGBT+ — 60 horas sobre a trajetória do movimento e como tratar o tema com respeito e fundamento no espaço educativo.
- Educação do campo — a concepção de campo como território de vida e cultura, e o que isso muda na escola rural.
Ao final do curso, você poderá
- Planejar ações educativas para jovens, adultos e comunidades a partir da realidade deles.
- Elaborar, executar e acompanhar um projeto social com objetivos e etapas claras.
- Mobilizar e organizar voluntários em associações, coletivos e organizações do terceiro setor.
- Mediar conversas sobre diversidade, gênero e desigualdade com segurança e respeito.
- Contribuir com a proposta pedagógica de escolas do campo e turmas de EJA.
- Somar pontos em concursos, progressões e planos de carreira do magistério que pontuam pós-graduação lato sensu — confira sempre o edital da sua rede.
Para quem é este curso
Para pedagogos, licenciados e demais graduados que educam fora do padrão ou para quem o padrão excluiu: professores de EJA e de escolas do campo, educadores sociais, integrantes de movimentos e coletivos, profissionais de ONGs e do terceiro setor e quem coordena projetos comunitários.
Requisito de entrada: ter concluído o Ensino Superior. É a única exigência — a pós-graduação lato sensu é aberta a candidatos diplomados em cursos de graduação (Resolução CNE/CES nº 1/2018).